Quando age com o conhecimento do que faz, mas sem deliberação prévia, é um ato de injustiça; por exemplo, os que se originam da cólera ou de outras paixões necessárias ou naturais ao homem. De fato, quando os homens praticam tais atos nocivos e errados, agem injustamente, e seus atos são atos de injustiça, mas isso não quer dizer que os agentes sejam necessariamente injustos ou malvados, pois o dano não se deve ao vício.
(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 120)