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Arquivo da tag: justiça

As leis são, por assim dizer, as “obras de arte” da política.


(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 238)

Não se diz que um homem agiu injustamente, se, tendo sofrido um mal, retribuiu com o mesmo mal.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 126)

Quem, em um acesso de forte emoção, voluntariamente se apunhala, pratica esse ato contrariando a reta razão da vida, e isso a lei não permite; age, portanto, injustamente. Mas contra quem? Certamente contra a cidade.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 126)

A natureza do eqüitativo é uma correção da lei quando esta é deficiente em razão da sua universalidade.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 125)

Por conseguinte, quando a lei estabelece uma lei geral e surge um caso que não é abarcado por essa regra, então é correto (visto que o legislador falhou e errou por excesso de simplicidade), corrigir a omissão, dizendo o que o próprio legislador teria dito se estivesse presente, e que teria incluído na lei se tivesse previsto o caso em pauta.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 125)

O eqüitativo ser justo, porém não o legalmente justo, e sim uma correção da justiça legal.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 125)

As pessoas pensam que, como agir injustamente depende delas, é fácil ser justo. Enganam-se, porém.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 123)

Um homem age de maneira justa ou injusta sempre que pratica tais atos voluntariamente. Quando os pratica involuntariamente, ele não age nem injusta nem justamente, a não ser por acidente (ou seja, fazendo coisas que resultem em justiças ou injustiças). E o que determina se um ato é justo ou injusto é o caráter voluntário ou involuntário do ato; haverá coisas que são injustas, sem que no entanto sejam atos de injustiça, se a voluntariedade também não estiver presente. Por voluntário quero significar tudo aquilo que um homem tem o poder de fazer e que faz com conhecimento de causa, isto é, sem ignorar qual a pessoa afetada por seu ato, qual o instrumento usado, e qual o fim a ser alcançado além disso, nenhum desses atos deve ser acidental nem forçado.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 118 e 119)

Os atos prescritos pela arte do legislador são conforme à lei, e dizemos que cada um deles é justo. Nas disposições sobre todo os assuntos, as leis visam à vantagem comum, seja a de todos, seja a dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo semelhante, de tal modo que, em certo sentido, chamamos justos os atos que tendem a produzir e a preservar felicidade e os elementos que a compõem para a sociedade política.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 104 e 105)

Está certo, então, dizer que é pela prática de atos justos que justos que o homem se torna temperante, e sem essa prática ninguém teria sequer a possibilidade de tornar-se bom.
Porém, a maioria das pessoas não procede assim. Refugiam-se na teoria e pensam que estão sendo filósofos e dessa forma se tornarão bons, de certo modo parecendo com enfermos que escutassem atentamente os seus médicos, mas nada fizessem do que estes lhes houvessem prescrito. Assim com a saúde destes últimos não pode restabelecer-se com esse tipo tratamento, a alma dos primeiros não se tornará melhor com um tal curso de filosofia.


(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 46)

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