A luta contra a morte [...] é sempre uma coisa bela, nobre, prodigiosa e digna, da mesma forma que a luta contra a guerra. Mas há de ser sempre uma quixotada sem esperanças.
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)
É sabido que ninguém escreve pior do que os partidários das velhas ideologias, das idéias decrépitas; ninguém exerce sua profissão de jornalista com menos dignidade e consciência.
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)
[...] pobre daquele que não pode se dar a um prazer sem pedir antes a permissão dos outros.
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)
O caminho para a inocência, para o incriado, para Deus, não se dirige para trás mas sim para diante; não para o lobo ou a criança, mas cada vez mais para a culpa, cada vez mais fundamente dentro da encarnação humana.
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)
[...] o apego desesperado ao próprio eu, a desesperada ânsia de viver, são o caminho mais seguro para a morte eterna, ao passo que o saber morrer, rasgar o véu do mistério. ir procurando eternamente mutações em si mesmo, conduz à imortalidade.
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)
Viver intensamente só se consegue à custa do eu
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)
O burguês, como um estado sempre presente da vida humana, não é outra coisa senão a tentativa de uma transigência, a tentativa de um equilibrado meio-termo entre os inumeráveis extremos e pares opostos da conduta humana.
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)
[...] não se devem considerar suicidas somente aqueles que se matam.
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)
A maioria dos homens não quer nadar antes que o possa fazer. Não é engraçado? Naturalmente, não querem nadar. Nasceram para andar na terra e não para a água. E, naturalmente, não querem pensar: foram criados para viver e não para pensar! Isto mesmo! E quem pensa, quem faz do pensamento sua principal atividade, pode chegar muito longe com isso, mas, sem dúvida estará confundindo a terra com a água e um dia morrerá afogado.
(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)