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Arquivo da tag: Freud

Certas práticas de misticismo podem produzir alteração das relações normais entre as diversas regiões do espírito, de modo a que, por exemplo, o sistema perceptivo se torne capaz de aprender as relações existentes em camadas mais profundas do ego e no id, que de outra maneira lhe seriam inacessíveis.

[...] Os esforços terapêuticos da psicanálise escolheram quase o mesmo método de aproximação.

Sigmunf Freud


Sigmund Freud enfatiza em seus escritos as passagens e dificuldades da primeira metade do ciclo de vida humano aquelas vivenciadas na infância e na adolescência, quan do o nosso sol se aproxima do zênite. C. G. Jung, por sua vez, enfatizou as crises da segunda metade quando, para evoluir, essa esfera brilhante deve submeter-se a descer e desaparecer, finalmente, no útero noturno do túmulo. Os símbolos normais dos nossos desejos e temores transformam- se, nesse entardecer da vida, em seus opostos; pois, nesse ponto, já não é a vida, mas a morte, que constitui o desafio. Portanto, não é difícil deixar o útero; a dificuldade reside em deixar o falo – a não ser, é verdade, que o amargor da vida já tenha tomado posse do coração, situação na qual a morte atrai como a promessa de bênção que era antes representada pelo encantamento amoroso. Percorremos um círculo completo, do túmulo do útero ao útero do túmulo: uma ambígua e enigmática incursão num mundo de matéria sólida prestes a se diluir para nós, tal como ocorre com a substância do sonho. E, rememorando aquilo que prometia ser nossa aventura – ímpar, imprevisível e perigosa -, tudo o que encontramos, no fim, é a série de metamorfoses padronizadas pelas quais homens e mulheres, em todas as partes do mundo, em todos os séculos de que temos notícia e sob todas as aparências assumidas pela civilizações, têm passado.

(Campbell, O herói de mil faces)

“Todos os neuróticos são Édipo ou Hamlet.”

(Freud)

“As verdades contidas nas doutrinas religiosas são, afinal de contas, tão deformadas e sistematicamente disfarçadas [...] que a massa da humanidade não pode identificá-las como verdade. “

(Sigmund Freud)

117 ‘o discernimento suficiente para perceber quando é oportuno sufocar as paixões, ou quando se deve enfrentar e combater as realidades do mundo exterior é, finalmente, o Alfa e o Ômega da sabedoria prática’ (Sigmund Freud).

115 ‘A natureza humana ultrapassa muito, quanto ao bem e ao mal, o que o homem acredita a respeito de si mesmo’ (Sigmund Freud).

114 ‘No confessionário o pecador conta o que sabe; na análise, porém, espera-se que o neurótico revele muito mais’ (Sigmund Freud).

113 ‘Considerando que toda a gente tem uma vida psíquica, toda a gente se considera, por isso, psicólogo nato’ (Sigmund Freud).

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