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Arquivo da tag: culpa

“[..] todos nós somos um e quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa que outro – existe a quem falte do delicado essencial”.
Clarice Lispector. A Hora da Estrela.

“Sou um homem que tem mais dinheiro do que os que passam fome, o que faz de mim de algum modo um desonesto”
Clarice Lispector. A Hora da Estrela.

O caminho para a inocência, para o incriado, para Deus, não se dirige para trás mas sim para diante; não para o lobo ou a criança, mas cada vez mais para a culpa, cada vez mais fundamente dentro da encarnação humana.


(Hermann Hesse. O Lobo da Estepe)

As leis são, por assim dizer, as “obras de arte” da política.


(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 238)

[...] as pessoas, em sua maioria, obedecem mais à necessidade que aos argumentos.


(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 235)

Quando age com o conhecimento do que faz, mas sem deliberação prévia, é um ato de injustiça; por exemplo, os que se originam da cólera ou de outras paixões necessárias ou naturais ao homem. De fato, quando os homens praticam tais atos nocivos e errados, agem injustamente, e seus atos são atos de injustiça, mas isso não quer dizer que os agentes sejam necessariamente injustos ou malvados, pois o dano não se deve ao vício.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 120)

Quando o dano ocorre contrariando o que era razoável esperar, trata-se de um infortúnio.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 120)

Consequentemente, aquilo que se faz na ignorância, ou que, embora feito com conhecimento de causa, não depende do agente, ou que é praticado sob coação, é involuntário (há até muitos processos naturais que realizamos ou sofremos, tendo conhecimento deles, e todavia nenhum deles podemos qualificar de voluntário ou involuntário, como, por exemplo, envelhecer ou morrer).

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 119)

Um homem age de maneira justa ou injusta sempre que pratica tais atos voluntariamente. Quando os pratica involuntariamente, ele não age nem injusta nem justamente, a não ser por acidente (ou seja, fazendo coisas que resultem em justiças ou injustiças). E o que determina se um ato é justo ou injusto é o caráter voluntário ou involuntário do ato; haverá coisas que são injustas, sem que no entanto sejam atos de injustiça, se a voluntariedade também não estiver presente. Por voluntário quero significar tudo aquilo que um homem tem o poder de fazer e que faz com conhecimento de causa, isto é, sem ignorar qual a pessoa afetada por seu ato, qual o instrumento usado, e qual o fim a ser alcançado além disso, nenhum desses atos deve ser acidental nem forçado.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 118 e 119)

É indiferente que um homem bom tenha lesado um homem mau, ou o contrário, e nem se é um homem bom ou mau que comete adultério; a lei considera apenas o caráter distintivo do delito e trata as partes como iguais, perguntando apenas se uma comete e a outra sofre injustiça, se uma é autora e a outra é vítima do delito.

(Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 110)

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